Aumento no índice de divórcios pode ser tendência pós-isolamento!

A China registrou aumento massivo de divórcios pós-quarentena e no restante do mundo não será diferente. As relações entre duas pessoas são caminhos em constante mudança. Nos tempos que

Créditos do fotógrafo Divulgação

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25/04/2020

A China registrou aumento massivo de divórcios pós-quarentena e no restante do mundo não será diferente. As relações entre duas pessoas são caminhos em constante mudança. Nos tempos que vivemos, a conjuntura está a obrigar muitos casais a conviverem, a partilharem espaço de uma forma como já não faziam há muito tempo.

A sociedade moderna levou-nos a ter dois casamentos, um com o parceiro e outro com o trabalho. Por norma, este último, recebe de quase todos mais empenho e atenção.

O nosso quotidiano atribulado torna-nos, muitas vezes, seres preguiçosos em relação a nós mesmos e a quem partilhamos a vida.

HÁ UMA PREGUIÇA INSTALADA NAS RELAÇÕES.

As pessoas não param para avaliar, para refletir o porquê de estarem com aquela pessoa, se ela ainda supre nossa fome de amor, ou simplesmente, cedemos ao comodismo.

Contudo, não podemos nos entregar à conjuntura, não podemos confundir sentimento com estado emocional.

O fato de estarmos fechados aumenta o nosso nível de ansiedade, e ainda de se avistarem dificuldades a nível econômico poderá acionar em nós, emoções não desejadas.

Essas devem ser filtradas, e ponderadas com calma.

Este tipo de avaliação deve ser muito cautelosa. Temos que medir, até compreender se realmente quem está ao nosso lado já não tem o mesmo impacto em nossa vida realmente.

Se o sentimento findou, mas não tínhamos nos dado conta.

AS PESSOAS, MUITAS VEZES, FICAM JUNTAS POR CONFORTO E SEGURANÇA MAS, EM TEMPOS DE CRISE, PODEM ACONTECER RUPTURAS DEFINITIVAS.

Por vezes o medo da solidão se sobressai.

Por outro lado, há casais onde acontece o oposto.

Mesmo tendo sentido uma desconexão por por conta da rotina, agora, neste momento de paragem, a relação se tornou mais forte e estável.

EXISTEM CASAIS QUE NA ADVERSIDADE SE FORTALECEM.

Que não cedem aos impulsos e usam o momento para pensar em dupla.

Seguem a velha máxima de que uma cabeça pensa melhor que duas.

Usam a quarentena para delinear estratégias, buscando um ponto de equilíbrio.

Juntos irão recuperar e fazer frente ao que estiver por vir.

O casamento pode se transformar em algo mais concreto, sair do abstrato.

Há quem viva um relacionamento abstrato pois está com a mente totalmente ocupada em seus afazeres. O concreto é o que define uma linha racional dentro de uma realidade vivida.

Estes momentos servem para ter a percepção real do que sentimos de fato.

Conseguiremos perceber se o relacionamento está acabado e seremos mais um número no aumento das estatísticas de divórcios pelo mundo a fora, ou nossa relação seguirá ainda mais forte?

Os momentos de paragem obrigam-nos a olhar para situações que protelávamos há mais tempo do que o desejável.

O mundo, ao meu ver, caminha para a solidão. Os divórcios acontecerão, inevitavelmente.

As famílias estão cada vez mais pequenas, menos filhos.

Há uma individualização instalada.

Estamos nós, enquanto humanos, preparados para seguir sozinhos?

Momentos críticos fazem-nos refletir sobre as nossas escolhas.