Esse muro criado entre o homem e a mulher resultará em solidão e diminuição populacional

O filósofo Fabiano de Abreu questiona os exageros criados pelo neo-feminismo e as barreiras impostas entre os gêneros e aponta que este muro pode ocasionar em solidão e redução da população em escala
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10/03/2019

O filósofo Fabiano de Abreu questiona os exageros criados pelo neo-feminismo e as barreiras impostas entre os gêneros e aponta que este muro pode ocasionar em solidão e redução da população em escala global no futuro

No Dia Internacional da Mulher, o filósofo Fabiano de Abreu partilhou alguns pensamentos sobre a sociedade pós moderna e ponderou a questão do assédio, do feminicídio e da chamada ‘guerra dos sexos’.

Dia da Mulher

Esse dia não pode passar desapercebido para mim. O que está acontecendo hoje com todo o debate em torno do feminismo e do feminicídio é uma adaptação a uma nova era, mesclado com uma necessidade e também um que de aproveitar-se do que está em voga.

Felizmente, a mulher vem conquistando mais liberdade e espaço ao longo do tempo, e toda mudança cria barreiras e adaptações e ainda existem pessoas que resistem. Nada justifica as acoes de machismo e o feminicídio, mas quem tem que julgar é a justiça. 

O Dia da Mulher lembra a todos das conquistas obtidas por elas ao longo das décadas e conscientiza sobre a igualdade dos gêneros, mas infelizmente alguns grupos tem se aproveitado de uma atitude nobre para fazer barulho e criar ainda mais separação e desigualdade entre homens e mulheres

Preconceito

“tudo na vida precisa ser mediado e observado para que nao façamos pré julgamentos. O machismo é sim coisa do passado e os homens precisam se adaptar a essa nova realidade. As mulheres aqui em Portugal são empresárias, independentes, capitalistas, empreendedoras. No Brasil ainda existe um domínio maior de homens no empreendedorismo, mas isso pode ter a ver com a cultura tradicional de mulheres dependerem dos homens”. 

É preciso observar que no Brasil ainda acontece um fenômeno cultural muito forte, de incentivar os homens a começarem a trabalhar mais cedo e terem seu dinheiro, enquanto a mulher é ensinada a cuidar da casa e da própria beleza à espera do ‘príncipe encantado’, que virá para ‘resgatá-la’. Embora ultrapassada, essa cultura ainda é muito forte no Brasil, e aos poucos tem sido transformada, mas muitas mulheres cresceram nessa perspectiva, de ainda depender do homem e procurar um marido que lhe dê estabilidade financeira através do matrimônio. Por isso, pode ser incorreto afirmar que falta oportunidade no mercado de trabalho para mulheres.

Há quem use o fator do gênero para explicar um insucesso, dizendo que o fato de ser mulher é o motivo de não conseguir alcançar os objetivos. A verdade é que existem homens e mulheres aptos e homens e mulheres menos aptos, e isso não depende de gênero. Na minha família nunca ouvi falar de distinção entre homens e mulheres, pra mim todos os gêneros são iguais. 


Vitimismo


Meu pai foi empresário e minha mãe professora. No trabalho, a diretora da minha mãe era mulher e todo o quadro de chefia de onde trabalhava era feminino. Minha mãe nunca foi uma feminista convicta e nunca acreditou ou viveu uma desigualdade. Lembro-me de uma frase dita pela minha mãe na época: "Há mulheres usando a desculpa do gênero para justificar sua fraqueza”. Jamais esqueci. 

Eu acredito que existam sim profissões que a mulher seja mais pré disposta ao sucesso. Trabalho com mais de 40 mulheres em diversos segmentos, dentistas, modelos, dançarinas, doutoras, e as opiniões entre elas divergem sobre isso tudo. Algumas dizem que nunca tiveram problemas de assédio e que ela impõe o respeito e outras sim passaram por situações graves, o que me leva a crer que o que ela projeta pode ser o fator limitante.

Feminicídio e assédio

Exceptuando-se  os casos de exagero e comunicações falsas de agressão, que felizmente são a minoria, a questão do feminicídio é muito séria e precisa sim ser debatida. Geneticamente, o homem é predisposto a ser fisicamente mais forte que a mulher, logo ela tem menos condições de se defender de uma agressão que parta de um homem. 

Quanto à questão do assédio, tudo vem do bom senso, de ambos os lados. O homem tem em sua biologia o instinto da conquista, faz parte da sua mente primitiva, para poder reproduzir. Mas é preciso ser racional e perceber que existem limites, que não somos simplesmente animais, e sim seres pensantes que são guiados por mais do que hormônios e instintos. O fato é que, existem sim pessoas doentes, que transpassam os limites do bom senso por terem problemas internos a resolverem, até mesmo mentais. Obviamente isto não é culpa da mulher, mas é preciso saber que ao mostrar muito o corpo, a mulher vai instigar o olhar e o desejo e infelizmente pode atrair todo tipo de atenção, inclusive aquela indesejada, além de um elogio ou olhar.

Construindo muros e suas consequências

Esse tema, mulher e feminismo, está relacionado a milhares de questões psicológicas complexas, porque existem várias situações e circunstâncias que não podem ser generalizadas.
Essa muro criado entre homens e mulheres só vai ocasionar solidão e proporcionar cada vez menos filhos, e com isso populações irão diminuir e culturas podem desaparecer.

As pessoas estão chegando a um ponto que daqui a pouco será impensável olhar para uma mulher na rua, enquanto dentro da mente primitiva do homem existe o instinto do desejo e do olhar. Essa mudança pode acarretar em inibir ainda mais o ato da conquista, do homem não ter mais a coragem de chegar na mulher. Essa suposta igualdade, propagandeada, vai ocasionar o distanciamento. Instintivamente a mulher também tem a necessidade de ser vista, tem sua vaidade, e quer ser desejada e admirada. Com esse muro, ela também vai sofrer, pela redução da atenção recebida.