“Pandemia faz a procura por profissionais de saúde mental aumentar consideravelmente!”

O confinamento, o receio econômico, o medo de ser infectado, a preocupação com os mais próximos, tudo isso ativa o alerta de perigo.

Créditos do fotógrafo Divulgação / MF Press Global

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17/07/2020

Ansiedade, desmotivação, medo, depressão, claustrofobia, TDAH, TOC, são inúmeras as enfermidades mentais que podem resultar neste período de pandemia. Os profissionais de saúde nunca foram tão procurados e neste momento, este tipo de preocupação pode ser tão grande quanto à infecção por coronavírus.

É necessário um hormônio neurotransmissor descontrolado para acarretar em diversos outros tipos de doenças ou transtornos seja de quem não tinha enfermidades, seja de quem tinha propensão a ter, ou de quem já tinha e acentuou-se.

O confinamento, o receio econômico, o medo de ser infectado, a preocupação com os mais próximos, tudo isso ativa o alerta de perigo.

Veja como nosso organismo responde ao perigo para entender como uma faísca, a ansiedade, pode levar a tantos outros problemas:

A ansiedade é uma pendência, é a incerteza do futuro, é o mecanismo de defesa natural para que possamos ter a pulsão necessária, no caso mediante a ansiedade, para agir em busca de uma saída do perigo.

O receio, que é o medo em diferente potência, faz com que o organismo libere o hormônio cortisol, necessário para nos ajudar a sair de uma ameaça, assim nosso cérebro entende o momento, como uma ameaça, derivado do medo, aumenta-se então a produção de cortisol que aumenta a glicose sanguínea e, esta por sua vez, é o combustível, a energia, necessária para a ação.

Isso até então parece ser bom, mas quando esse mecanismo é acionado repetidamente, torna-se prejudicial ao nosso sistema imunológico aumentando a morte celular, os neurônios. Ou seja, a cada vez que nos estressamos ou entramos em estado de pânico, ou quando temos um estresse contínuo, estamos matando os nossos neurônios.

ESTAMOS ADAPTADOS A LIDAR COM O ESTRESSE, MAS NÃO COM A FREQUÊNCIA DO ESTRESSE QUE OCASIONA UM EFEITO CASCATA E DESENCADEIA DIVERSOS OUTROS PROBLEMAS COM O DESGASTE DO ORGANISMO.

O tipo de resposta de cada indivíduo depende, não somente da magnitude e freqüência do evento que leva à ansiedade que promove o estresse como mecanismo de ação, como também da conjunção de fatores ambientais e genéticos.

Assim como a capacidade individual de interpretar, avaliar e elaborar estratégias de enfrentamento são parte da personalidade do indivíduo que é moldada à partir da priori genética de personalidade somando a fatores externos.

Relação da ansiedade com as doenças

A ansiedade que promove o estresse pode levar a depressão, pois esta, está relacionada ao descontrole nos neurotransmissores devido a traumas e acontecimentos estressores.

As chances da ansiedade se tornar uma depressão quando ela é contínua ou acentuada, está relacionado aos fatores genéticos e possibilidades de acordo com o tipo de vida do indivíduo.

O comportamento é o melhor mecanismo para não deixar chegar a esta doença.

Em tempos de pandemia, todos esses fatores podem prejudicar quem já possui o diagnóstico e também pode levar a depressão, quem tem propensão a ela.

Transtornos como claustrofobia podem ser acentuados com a condição de permanecer em ambientes fechados, sendo necessário que esses indivíduos possam buscar o meio externo mais vezes, assim como, tratamentos que incluem um melhor controle mental, respiração entre outros métodos que controlem a ansiedade.

Para pacientes com TOC (Transtorno obsessivo-compulsivo) e TDAH (Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) onde a ansiedade não deixa de ser um inimigo, quando acentuada, pode potencializar os sintomas e prejudicar a vida dessas pessoa,s sendo necessário a busca de uma terapia.

Muitas doenças, transtornos e síndromes são relacionadas à ansiedade, sejam doenças em que ela é o fator principal, ou doenças em que ela pode potencializar a ansiedade trazendo maiores consequências e levando a outras enfermidades.

Devido a isso, o número de procura pelos profissionais de saúde mental como psicanalistas, psicólogos, psiquiatras e neuros, aumentou muito neste momento de pandemia.

Vivemos um momento em que a atenção para o comportamento torna-se redobrado, e a necessidade de uma autoanálise é crucial para evitar danos maiores em nossas vidas, e das pessoas que amamos. Assim como de toda humanidade pois, se grande parte das pessoas não estão bem, elas não serão produtivas e não farão o que é bom e necessário para a sociedade que fazemos parte. Num comboio social em que, um precisa do outro de alguma maneira, precisamos cuidar uns dos outros.