Razão x emoção: "A razão precisa ser a mediadora da intuição e da emoção para diminuir o risco." diz filósofo

Nós, humanos, somos uma mistura de sentimentos e pensamentos. São diversos elementos que formam uma unidade única que resultam na maneira de viver. A nossa mente é extremamente poderosa definindo assim nosso
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13/11/2018

Nós, humanos, somos uma mistura de sentimentos e pensamentos. São diversos elementos que formam uma unidade única que resultam na maneira de viver. A nossa mente é extremamente poderosa definindo assim nosso comportamento. Mas há o conflito nos processos de pensamentos racionais e emocionais? O filósofo, pesquisador e escritor Fabiano de Abreu explica essas sensações e definições baseado em suas pesquisas com apoio de profissionais da área da psicologia e da neuropisicologia. 

"As intuições e as emoções fazem parte da maioria das nossas decisões. Um exemplo comum, é na compra de um carro, todos os carros nos levam ao mesmo lugar. A diferença é na beleza, nos equipamentos, no conforto. Hoje em dia, com o desenvolvimento automotivo, já não há tanta diferença entre os carros neste quesito e, a velocidade já não interfere  devido ao controle de velocidade fiscalizado com multas. Se pararmos para pensar no quanto gastamos na troca dos carros, deixamos de fazer muitas coisas, mesmo assim o trocamos. Isso é a emoção, a vontade do novo, do diferente, que pode estar relacionado com inúmeros fatores assim como o fato de, poder estar a faltar algo em sua vida, mas isso é outro assunto. A razão poderia interver na troca de um carro, pois poderíamos fazer outras coisas com esse dinheiro ou até mesmo juntar para no futuro, comprar um carro híbrido ou elétrico que nos faria gastar menos. A emoção é a impulsão não involuntária e inconsciente que nem sempre a percebemos."

Então, para o filósofo, qual seria a maneira certa de tomar as decisões?

"A razão precisa ser a mediadora da intuição e da emoção para diminuir o risco. Que risco? O risco da decisão impulsiva e irracional, que poderia resultar em um mau negócio ou em um resultado insatisfatório. Deve ter um equilíbrio entre a razão e a emoção na hora da decisão. Quem pondera os pontos negativos e positivos é a razão, tornando-a assim a moderadora. Mas isso não quer dizer que a emoção tenha que ser deixada de lado, senão, não teremos a decisão, já que a razão não decide e sim a emoção. A razão pode nos deixar engessados, previsíveis e frios eliminando assim demais sentimentos que nos determinam humanos. Também não podemos deixar a emoção de lado senão cometeríamos menos erros, e os erros são necessários para que haja acertos. É o que sempre digo, tudo na vida tem que ser moderado, nada em excesso é bom. Assim controlamos melhor nossa vida para que sejamos mais felizes."