Reclamar dos outros pelas costas pode ser um vício!

Alguns especialistas motivacionais vão abordar o assunto dizendo que pode ser falta de segurança em si mesmo ou um prazer quase primitivo de ver alguém sofrer ou falhar no nosso lugar.

Créditos do fotógrafo Reprodução / MF Press Global

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28/05/2020

Já parou para pensar por que é bom falar mal ou reclamar dos outros pelas costas? Claro, não estou generalizando nem afirmando que todos tenham essa sensação, mas há muitos e muitos de nós que sentem esse prazer.

Falar mal dos outros diminui a carga negativa dos nossos erros e ações. No comparativo negativo, sobressaímos em relação aos outros, como se estivéssemos acima ou à parte.

Alguns especialistas motivacionais vão abordar o assunto dizendo que pode ser falta de segurança em si mesmo ou um prazer quase primitivo de ver alguém sofrer ou falhar no nosso lugar, como se por uma e outra vezes tivéssemos nos safado de algo que nos poderia provocar sofrimento.

Reclamação

A reclamação constante pode ser uma máscara para pessoa que se posiciona com propriedade intelectual, buscando assim notoriedade e respeito. Também é uma maneira de desviar a atenção do seu lado inseguro para que não percebam seus defeitos.

Geralmente, reclamamos com alguém de confiança em busca de uma concordância para assim nos sentirmos seguros e escapar dos deveres da ação que a nossa ansiedade tenta protelar. Nesse comparativo, buscamos afirmar perante o outro que as nossas falhas são piores e mais constantes que as do próximo.

Apontar as fragilidades alheias cria a fantasia de termos competência para ser “críticos”, julgadores, com experiência e sabedoria suficientes para indicar o melhor caminho: siga o líder!

Ledo engano! Quando descobrimos que somos tão falhos e frágeis quanto o outro, ficamos mais a observar do que a falar, observando as escolhas, as tomadas de decisões e as consequências sobre a vida de quem assim decidiu fazer.

É uma maneira mais inteligente, portanto mais eficaz, de aprender. Do engano do outro, tiramos nosso aprendizado, tentando assim compor o nosso repertório, compondo e montando nosso quebra-cabeças com peças emprestadas.

As relações humanas são permeadas de trocas diante da exposição de atividades da roda humana que gira, independentemente de nossa vontade. Tudo nos chega, e se formos afinando esse instrumento de vivência e convivência – a alma humana – com nossos conteúdos internos e material recolhido do externo (dentro e fora), tanto melhor será a melodia da vida.

Somos mais do que espectadores ou observadores, somos também protagonistas, coadjuvantes, somos também observados. Estamos todos na mesma trajetória, numa estrada larga e passível de surpresas boas ou ruins. Somos frustrados pelas nossas expectativas, mas também causamos frustrações. A corrente humana é construída na passagem do dia.

Quem seguimos, quem nos segue, quem simplesmente nos alcança num ponto para logo à frente se despedir. Somos todos elos.

Falar de quem erra por puro gosto sádico ou narcisista nada nos acrescenta e retira do outro a oportunidade de evolução. O que de melhor oferecemos ao outro durante a travessia da jornada é tempo. Algo raro, caro, que se esgota e não retorna.

Oferte tempo de qualidade, oferte sua escuta e, se convocado, opine com parcimônia, no sentido de mostrar para a pessoa a melhor saída. Podemos ser espelho, mas também seremos reflexos.

Que nossa boca carregue falas construtivas, que nosso olhar lance amparo, que nossos braços acolham e que nossos pés caminhem e deixem um rastro a ser seguido, para que todos possam percorrer um caminho sem pedras.

Qual a solução? É simples: pense sempre positivamente e veja o lado bom em tudo e em todos na vida.

Prenda-se a isso e, além de ser bem-visto na sociedade, aprenderá mais com os acertos dos outros do que com os erros em que focou para que pudesse criticar!