O IMPACTO DA NEUROESTIMULAÇÃO MEDULAR NO ALÍVIO DE DOR EM PACIENTE COM LESÃO DE NERVO CRANIANO SECUNDÁRIA A NEOPLASIA DE OROFARINGE: RELATO DE CASO

Objetivo/Background: Pacientes com câncer estão sujeitos a sentirem dor como resultado da doença ou do tratamento multimodal (cirurgia, quimioterapia e radioterapia). A estimulação medular espinhal (EME) é
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20/09/2022

Objetivo/Background: Pacientes com câncer estão sujeitos a sentirem dor como resultado da doença ou do tratamento multimodal (cirurgia, quimioterapia e radioterapia). A estimulação medular espinhal (EME) é uma técnica minimamente invasiva, reversível, e possivelmente exibe poucos efeitos colaterais quando em comparação com os medicamentos usados para o alívio da dor crônica e de difícil tratamento, e tem sido amplamente utilizada em pacientes não oncológicos.

O objetivo deste estudo foi relatar um caso de sucesso ao implantar o sistema de EME em paciente que desenvolveu dor intensa e odinofagia após tratamento radioterapêutico para neoplasia da orofaringe. Nosso paciente desenvolveu dor crônica do tipo mista, predominantemente neuropática, de alta intensidade e constante, e identificada como sequela tardia resultante do tratamento radioterápico. A sintomatologia incluía dor em queimação, sensação de choque, e parestesia na região da cavidade oral e auricular bilateral, além da presença de odinofagia grave.

Métodos: Após o insucesso do tratamento conservador, com a intensão de verificar a resposta neuromoduladora e estimar o sucesso do tratamento de EME, foi realizado bloqueio teste cervical peridural com cateter. um ensaio com implante-teste por três dias foi conduzido, alcançando 100% de alívio da dor. O implante permanente foi então colocado, e o funcionamento do dispositivo no pós-operatório transcorreu sem intercorrências.

Resultados: O alívio contínuo e sustentado da dor foi verificado, após o implante, nas reavaliações iniciais (com 2 semanas e 1 mês) e trimestrais (a partir de 2 meses), e se mantém mesmo após de 2 anos de realizado o procedimento.

Conclusão: O paciente deste relato respondeu com sucesso ao tratamento de neuroestimulação, mantendo o alívio contínuo e redução de 100% da dor na cavidade oral, o que possibilitou a suspenção da medicação opioide, a resolução da odinofagia, a recuperação dos hábitos alimentares, o retorno as atividades diárias, melhorando a qualidade de vida.

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