A Relação Intrincada entre Alto Quociente Intelectual, Desempenho Acadêmico e Intensidade Emocional: Uma Análise Neurocientífica e Genômica Multidimen
A presente investigação analisa a complexa relação entre quociente intelectual elevado, desempenho acadêmico e intensidade emocional sob uma perspectiva neurocientífica e genômica. Embora a alta capacidade cognitiva seja tradicionalmente associada a melhores resultados escolares, dados empíricos e evidências neurobiológicas revelam que indivíduos com superdotação profunda (QI > 145) frequentemente apresentam desempenho acadêmico inferior ao esperado. Esse paradoxo é atribuído a uma arquitetura neural que favorece alta intensidade sináptica, resultando simultaneamente em raciocínio abstrato avançado e maior vulnerabilidade emocional. Destaca-se o papel da hiperconectividade entre o córtex pré-frontal, o sistema límbico e outras estruturas cerebrais, bem como o impacto da modulação neuroquímica envolvendo dopamina, serotonina e glutamato. Dados obtidos junto ao grupo "Gifted Debate" corroboram que fatores como motivação intrínseca, estabilidade emocional e regulação executiva são determinantes para o sucesso acadêmico, muitas vezes mais relevantes do que o próprio QI. Além disso, perfis de dupla excepcionalidade, como superdotação associada ao TDAH ou ao Transtorno do Espectro Autista, reforçam a necessidade de compreender as singularidades neurobiológicas e emocionais desses indivíduos. Conclui-se que o desempenho escolar é fruto da interação entre inteligência, funcionamento executivo, estabilidade emocional, motivação e ambiente, sendo imprescindível adotar uma abordagem holística e personalizada para o desenvolvimento pleno de pessoas com altas habilidades.