Características do cérebro no processo de senescência

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A incidência de idosos na população mundial está em constante crescimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde, todos os países estão testemunhando um aumento no tamanho e na proporção de pessoas idosas em suas populações. Projeções indicam que até o ano de 2030, 1 em cada 6 pessoas terá 60 anos ou mais, elevando a parcela da população idosa de 1 bilhão em 2020 para 1,4 bilhões. Em 2050, espera-se que esse número dobre, alcançando 2,1 bilhões. O processo de envelhecimento, do ponto de vista biológico, é caracterizado pelo acúmulo de danos celulares e moleculares ao longo do tempo, resultando na gradual diminuição das capacidades cognitivas e físicas do indivíduo. Além disso, o envelhecimento está correlacionado ao aumento da probabilidade de desenvolvimento de doenças. No cérebro, os danos decorrentes do envelhecimento reduzem progressivamente a capacidade mental e aumentam a predisposição para o surgimento de doenças neurodegenerativas, tais como a Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson e Esclerose Múltipla. Essa neurodegeneração é desencadeada por uma interação complexa entre mecanismos, incluindo neuroinflamação, disfunção mitocondrial, estresse oxidativo, desequilíbrio na homeostase proteica e degradação da barreira hematoencefálica. O envelhecimento também implica em modificações no sono dos indivíduos idosos, resultando em maiores dificuldades e potencial propensão ao desenvolvimento de distúrbios do sono. No entanto, apesar das consequências adversas associadas ao envelhecimento, o cérebro demonstra mecanismos adaptativos que podem proteger esse órgão contra o declínio funcional relacionado à idade. Esses mecanismos podem ser potencializados por intervenções farmacológicas e ajustes no estilo de vida, contribuindo para a manutenção da homeostase cerebral e prevenção do desenvolvimento de doenças.

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