NEUROTOXICIDADE: DECLÍNIO E NEURODEGERENAÇÃO NO CÉREBRO DIABÉTICO
Diabetes mellitus (DM) é uma desordem metabólica alterada por hiperglicemia crônica devido à falta de secreção ou falha na sinalização de insulina. A prevalência dessa patologia vem crescendo dramaticamente em todo o mundo, gerando impactos negativos na qualidade de vida dos pacientes. DM causa alterações vasculares como derrame, doença arterial coronariana, doença vascular periférica, nefropatia, retinopatia e neuropatia.
Além disso, leva ao declínio cognitivo com um risco aumentado de demência. Muitos estudos com pacientes diabéticos têm indicado um risco aumentado para o desenvolvimento de doenças como Alzheimer (DA) e Parkinson (DP).
No entanto, os mecanismos pelos quais o DM favorece o declínio cognitivo e a neurodegeneração não são totalmente elucidados. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo verificar as principais alterações metabólicas presentes no DM associadas ao declínio cognitivo e à neurodegeneração por meio de pesquisa bibliográfica, que utiliza artigos científicos, dissertações e teses acadêmicas.
A fisiopatologia do declínio cognitivo e neurodegeneração em diabéticos é multifatorial, envolvendo ativação de vias neurotóxiticas, alterações hormonais e processos inflamatórios.
As vias neurotóxias são ativadas pelo excesso de glicose intracelular, que culmina em mudanças na via glicóltica para vias marginais, como os polióis e as vias de hexosamina, e para a formação de produtos avançados de extremidade de glicização (AGEs), aumentando a produção de espécies reativas oxigenadas (ROS).
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