Resistência à Insulina Cerebral em Indivíduos Superdotados: Relações entre Alta Capacidade Cognitiva e Alterações Metabólicas Cerebrais

Compartilhe:

A resistência cerebral à insulina é um fenômeno associado a alterações metabólicas no cérebro, muitas vezes relacionadas a doenças como Alzheimer, diabetes mellitus tipo 2 (DM) e distúrbios cognitivos. Indivíduos superdotados exibem características únicas, como maior conectividade neural e intensa demanda de energia cerebral, o que levanta a questão de sua possível vulnerabilidade ou resiliência à resistência à insulina cerebral. Objetivo: O objetivo deste artigo sobre resistência à insulina, função cognitiva e superdotação é revisar dados recentemente publicados derivados de estudos em humanos, incluindo ensaios clínicos. Métodos: Realizamos uma revisão da literatura seguida de uma síntese dos componentes neurobiológicos dos mecanismos envolvidos na insulina cerebral e na superdotação, para gerar uma compreensão desta associação e assim despertar novos interesses de pesquisa. Resultados: Em pesquisas com participantes cognitivamente normais, a resistência à insulina foi associada a uma pior cognição global, bem como à memória episódica verbal e à função executiva, mas vários componentes neurobiológicos estão envolvidos. Discussão: A diabetes parece estar mais associada ao declínio cognitivo em alguns domínios cognitivos do que noutros, particularmente função executiva, memória de trabalho e atenção. A maioria dos estudos clínicos transversais e longitudinais mostra uma associação entre resistência à insulina e cognição em idosos. Além disso, eles usam apenas um teste cognitivo único ou global, e há pouca informação sobre quais domínios cognitivos específicos estão envolvidos. Conclusão: A investigação científica deste tema pode não só aprofundar o nosso conhecimento sobre metabolismo e cognição, mas também orientar estratégias práticas para proteger a saúde mental e física deste grupo.

Acesse aqui.

Resistência à Insulina Cerebral em Indivíduos Superdotados: Relações entre Alta Capacidade Cognitiva e Alterações Metabólicas Cerebrais