Traços compartilhados na superdotação e na Síndrome de Asperger: uma artigo original e também revisão narrativa

Compartilhe:

Popularmente e erroneamente o autismo é considerado uma condição que é sinônimo de altas habilidades e altas pontuações em testes de QI. De fato, há indivíduos portadores do transtorno do espectro autista que apresentam os fenótipos característicos de modo atenuado, ou seja, embora apresentem aptidão social comprometida e presença de um padrão restrito e repetitivo de comportamento, a capacidade intelectual pode não estar afetada, pelo contrário, apresentam muitas vezes a superdotação, como exemplo o grupo antigamente conhecido como Síndrome de  Asperger.

Em nossos estudos, observamos que indivíduos até então não diagnosticados com a Síndrome de Asperger, ou seja, considerados superdotados, apresentam comportamentos semelhantes a condição, particularmente acima de 145 pontos de QI, ou seja, 99.9 de percentil. Quanto maior o QI, mais características comportamentais semelhantes ao de uma pessoa com a Síndrome de Asperger. Com isso, analisamos os seguintes cenários: "Pessoas superdotadas não preencheriam critérios para síndrome de Asperger em sua maioria?";

"É possível uma pessoa superdotada possuir traços do autismo sem o ser?". Chegamos ao resultado que os dois são possíveis, porém, inteligência e autismo compartilham genes, o que confere o comportamental característico em alguns casos, mesmo que estes indivíduos não apresentem a condição.

Leia aqui.

Traços compartilhados na superdotação e na Síndrome de Asperger: uma artigo original e também revisão narrativa