Mensa teste: membro da sociedade mais famosa de alto QI, explica como foi jornada para entrar

E foi na Internet que Fabiano de Abreu descobriu a existência da Mensa teste Internacional, a maior, mais antiga e mais famosa sociedade de alto QI do mundo, com sede na Inglaterra. Fabiano de Abreu entrou em contato com essa entidade e foi-lhe indicado que procurasse a Mensa Brasil.
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29/06/2020

Como descobri o teste Mensa

Fabiano de Abreu foi alertado durante uma entrevista com o jornalista Luíz, do Bosque da Barra, no Rio de Janeiro, sobre a sua criatividade e sobre ter facilidade em criar personagens e não havia sido o primeiro a comentar isso com ele. Foi dito a Fabiano que esses detalhes poderiam ter relação direta com um alto Quociente de Inteligência (QI). Fabiano revelou, então, que já havia feito um teste nesse sentido, aos 19 anos de idade, quando ainda era estudante, mas não tinha em mãos o resultado. Após ouvir essa explicação, o jornalista sugeriu que ele refizesse o teste.

Pensativo, Fabiano de Abreu aceitou o desafio. Seria importante confirmar se o resultado iria ser o mesmo de alguns anos atrás e seria uma oportunidade de ter uma documentação que comprovasse essa questão. A decisão poderia solucionar essa “pendência” na sua vida.
Mas onde fazer esse teste novamente? Onde encontraria um neuropsicólogo ou outro profissional respeitado e credenciado para realizar o teste? Em quem poderia confiar? Eram esses os questionamentos de Fabiano.

E foi na Internet que Fabiano de Abreu descobriu a existência da Mensa Internacional, a maior, mais antiga e mais famosa sociedade de alto QI do mundo, com sede na Inglaterra. Fabiano de Abreu entrou em contato com essa entidade e foi-lhe indicado que procurasse a Mensa Brasil.

Como se preparar para fazer o teste?

Depois de algumas conversas, Fabiano realizou o tão aguardado teste. Não foram necessários estudos, pois, segundo Fabiano, “não existe uma preparação para um teste de QI. A única prática que pode interferir é o desenvolvimento cognitivo, mas isso não está cientificamente comprovado”.

Os resultados do teste foram surpreendentes. O QI de Fabiano de Abreu foi registrado em 99 de percentil, o que, em numeral, equivale a um QI acima de 180 dentro dos padrões de medição com desvio-padrão 24, muito utilizado na Europa. Como é luso-brasileiro, ou seja, nasceu no Brasil, mas tem também nacionalidade portuguesa e vive em solo lusitano, Fabiano é hoje o português com maior QI em Portugal. Mais tarde, Fabiano fez outras duas provas e “gostou” do teste, pois intitula-se “muito curioso”.

“Gosto de me testar. A semana de testes foi muito importante na minha vida. Percebi um estímulo que me fez evoluir em vários sentidos. Todos esses pontos me fizeram querer estudar a mente humana, primeiro, dos intelectuais, pessoas inteligentes, superdotadas, e comecei a estudar sobre isso já dentro da Mensa, onde tive acesso a muitas dessas pessoas e profissionais renomados. Através deles, eu estudava, comecei a entender a mim mesmo e o meu passado. As razões do meu comportamento ao longo dos anos”, disse Fabiano.

O impacto de fazer parte da Mensa

De certa forma, a Mensa foi responsável por fazer Fabiano de Abreu adquirir mais confiança em si mesmo.

“Sou uma pessoa solitária. Às vezes, faz-me falta conviver com pessoas de personalidade compatível com a minha. Integrar a Mensa é importante não pelo status, mas por uma questão de compreensão e de amizade com pessoas com as quais posso manter a mesma linha de raciocínio e visão da vida”, confessa Fabiano.

Ter esse nível de entendimento proporcionado pelo QI não torna a vida de Fabiano de Abreu mais fácil ou tranquila.
“Na verdade, a minha infância foi complexa. Na família, eu me isolava um pouco, me fechava no meu mundo. Na escola, tive fases diferentes. Na infância, não falava muito. A freira do colégio onde estudava teve a iniciativa de procurar a minha mãe para perguntar se eu tinha algum problema, pois eu não falava com ninguém. Passei quatro anos assim. Depois da quinta série, notei que essa atitude não me fazia bem e, por minha conta, procurei mudar a minha personalidade. Promovi métodos para isso. Mas eu era um jovem revoltado e não concordava com muita coisa. Eu discordava da maneira que o professor dava aula, com métodos na escola, e etc. Aconteceu até mesmo de eu ser convidado a me retirar da escola no primeiro ano do secundário. Mais tarde, alcancei a maturidade mental e descobrir a minha condição foi fundamental para lidar melhor com o cotidiano”, explicou Fabiano de Abreu.